segunda-feira, 19 de maio de 2014

Eliminação de hábitos nocivos


É muito comum em PNL a utilização de exercícios de associação buscando resultados para mudança de hábitos e também eliminação de vícios e crenças.

As crenças geralmente enraizadas em nosso inconsciente podem, de certa maneira, interferir em nosso dia-a-dia tanto para o bem quanto para o mal.

No meu entender, uma das coisas mais admiráveis de ver é quando alguém que conhecemos e que queremos bem livra-se de um vício ou deixa pra trás hábitos nocivos.

A criação de um exercício simples de associação visando eliminar uma má associação deve ser fundamentada na substituição do antigo elo por uma nova associação. Exemplo:

Vamos supor que você atualmente fuma e está querendo parar. Pode ser que em seu inconsciente exista uma ótima associação entre o cigarro com o bem estar.
 
Para quebrar este elo maligno será preciso criar uma associação que substitua a antiga.
Pra isso o ideal é criar uma nova associação entre o cigarro com algo que você detesta, odeia, que te faça sofrer demais, ou que tenha nojo.

Caso tenha nojo de baratas, pode associar o cigarro como sendo uma barata. Toda vez que tenha vontade de fumar, imagine-se pegando uma barata do esgoto e colocando na boca como se fosse fumá-la.  Nojento? Pra mim é muito.

Olhando para o lado das crenças – aquelas que identificamos que nos impedem de conseguir atingir nossos objetivos – podemos também criar associações que substituam as crenças antigas.
Exemplo: Seu objetivo é enriquecer mas você sabe que possui a crença de que quem tem dinheiro não vai para o céu quando morrer. Pode parecer que isso não te impeça de enriquecer, mas pode ter certeza que sim.
Neste caso podemos associar algo bom ao objetivo de enriquecer.

Para tal, lembre-se de um momento maravilhoso que teve no passado, qualquer coisa desde que tenha sido muito bom pra você. Agora imagine que graças à sua riqueza você consegue atingir este estado que atingiu no passado muito mais vezes e com maior intensidade. Repita algumas vezes esse pensamento.

Neste caso você criou um elo entre enriquecer com alguma boa experiência que teve. Isso o deixará num estado melhor para aceitar a nova crença (de substituição) que diz que: Quem tem dinheiro pode ajudar mais do que quem não tem e irá sim para o céu quando morrer.

Poderia tentar mudar a crença antiga pela nova sem sentir o estado de uma boa experiência que teve? Só pela lógica? Sim, mas sem muito sucesso.

A experiência boa é como a barata do exemplo anterior, só que de valor invertido. É uma criadora de estado, pois você associou ‘enriquecer’ com um estado bom e associou o estado bom com a nova crença.
Bem louco, né? 


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